sábado, 21 de novembro de 2009

Cultura de graça!

Brasília tem opções de lazer com entrada franca quase que diariamente. O problema é que são programas culturais.
Claro que isso não é problema para mim, que estou sempre aproveitando essas oportunidades para aprender, conhecer pessoas, observar comportamentos e tentar entender melhor o que se passa à minha volta, mas para a maioria da população, que não valoriza, é uma questão que seleciona.
O projeto Viva Brasília é um exemplo, houve a apresentação da Orquestra Sinfônica Nacional e logo depois da Fernanda Takai (Pato Fu). O espaço aberto era um convite para uma noite de boa música. Pessoas bonitas, bem vestidas e comportadas puderam aproveitar, de graça, esse evento que visava ressaltar o lado mineiro de JK, no entanto o comparecimento do público foi pequeno.
Ontem fui ao Festival de Música do SESI, não era aberto ao público, mas a entrada era franca aos associados do SESI (não é o meu caso) e ainda assim as pessoas só começaram a chegar bem tarde, quando estava mais próximo da apresentação dos convidados, o Ivan Lins e a Rita Sá.
Foi uma festa muito bonita, com apresentações de artistas amadores de todos os estados.
Foi uma demonstração da riqueza de nossa cultura, da nossa variedade e do talento do brasileiro.
Por essas e outras eu sigo aproveitando essas oportunidades.

segunda-feira, 16 de novembro de 2009

Futebol Pernambucano

É politicamente incorreto, eu sei, mas o Blog é meu e vou me permitir isso.

Quero deixar registrado o prazer que venho sentindo por ver os times de Pernambuco indo para o buraco.

O Santa Cruz já é aquela coisa que todos sabemos, um estádio caindo aos pedaços e uma gestão que parece desconhecer a modernidade, aliás onde anda o Santa Cruz?

Comemorei a descida do Sport (que eu já havia previsto) e sigo secando o Náutico, nada contra os times especificamente, eu até tinha uma simpatia pelo Sport quando morei em Recife, mas quero ver até onde vai a empáfia dos pernambucanos, particularmente os da capital, que insistem em criticar aqueles que não torcem por times do seu estado. Agora os flamenguistas, vascaínos, corintianos, sãopaulinos e tricolores podem sair do armário, a desculpa é que torcem para um time da primeira e outro da segunda divisão.

Uma vez Flamengo, sempre Flamengo!!


Que beleza de fase vive o meu time!!
Como é bonito ver o Mengão jogando e que prazer o time tem dado a milhões de brasileiros
Ontem contra o Náutico, apesar das falhas da arbitragem o time soube impor um futebol de qualidade, um jogo bonito, de força e técnica.
Adriano, artilheiro do campeonato com 19 gols, está bem à vontade e ontem eu agradeci o fato de termos recebido o Imperador no lugar do Fenômeno. Bastava ver as jogadas em que ele foi coletivo, dando o passe para o primeiro gol, sendo oportunista no segundo e deixando Zé Roberto de cara para perder o que seria o terceiro, fechando o caixão!
A Nação Rubro Negra, maior torcida do mundo, segue altiva. Confiante nas mãos do goleiro Bruno, na experiência de Petkovic e na tranquilidade sábia do Andrade. Aliás, acho que esse foi o maior acerto do clube, manter à frente do time uma pessoa agregadora e que, antes de mais nada, tem amor pelo clube.
Os próximos embates não serão fáceis, mas vejo grandes chances de chegar ao título.
Contra o Goiás, no Maracanã, teremos a chance de rever o placar da partida dramática que acabou cokm a vitória dos goianos. Já na partida com o Coríntians temos que ir com muita raça e esquecer isso de duelo entre Adriano e Ronaldo, nós temos o artilheiro e o negócio é empurrar a bola pra dentro. Por último a partida que considero a mais difícil, contra um rival tradicional, o Grêmio de Porto Alegre, impossível prever resultados, mas como o jogo vai ser no Rio dá para ficar otimista.
Não fosse o tropeço diante do Barueri, que tem se mostrado um time "carne de pescoço".
Com certeza podemos sonhar com a Libertadores da América!

sábado, 7 de novembro de 2009

Bem vinda Lola!!


A mais nova integrante da família do eu sozinho é a Lola.
Uma filhote de Schnauzer miniatura, sal & pimenta, com atuais 6 semanas, finalmente entrou na minha vida.
Há muito tempo que eu admirava a beleza dessa raça e, a despeito da insistência para que eu comprasse um Bulldog, acabei por escolher aquela que hoje me faz de bobo.

Na verdade a idéia é que ela seja da Bia, mas como quem escolhe o dono é o cão, acho que ela vai acabar sendo minha mesmo. De qualquer forma não vai ser a primeira vez, afinal quando a Bia começou a pedir um irmão eu dei a ela um dálmata, a Cléo (homenagem ao peixinho do Pinóquio), e ela acabou me escolhendo.

Nunca fui muito chegado a raças pequenas mas a postura e aparência do Schnauzer sempre me encantaram.

Inicialmente pensei num macho, um parceiro de balada (ou seria o filho que ainda não tive?) mas, mais uma vez uma menina cruzou o meu caminho, tudo convergiu para que nos encontrássemos.
Enfim comprei uma fêmea e passei a negociar o nome com a Bia que inicialmente sugeriu Beijim (ela sabe da minha proximidade com as coisas da China)...eu queria Lolita.
Ainda bem que tenho uma filha inteligente e flexível... negociamos e chegamos a Lola.
Todo filhote é bonitinho, bagunceiro, indisciplinado e destruidor, a Lola não poderia ser diferente, ainda bem!!
Mal posso esperar para que ela possa sair comigo e aproveitar o mundo lá fora, até por que eu estou cansado de limpar xixi e cocô dentro de casa!!
Ração, brinquedos, acessórios, roupa(?) e eu falando como um bobo...era tudo o que eu precisava, me sinto bem, chego em casa e ela sempre tem um sorriso, balança o rabo, late e grita me querendo.
Não posso deixar de registrar toda a ajuda que tive, desde a seleção até os cuidados iniciais. Ela definitivamente entrou na minha vida para ficar.
Pensando de maneira mais profunda isso representa um grande avanço na minha vida, finalmente me sinto, mais uma vez, pronto para assumir responsabilidades, cuidar de alguém que não seja eu, me importar enfim!!
Eu a chamo de filha (isso foi um susto para a Bia...hehehehehehe) ela me faz companhia, ela me faz rir, ela me tornou mais humano.


segunda-feira, 26 de outubro de 2009

A Brasília que aprendi a amar!

Depois de morar no Rio, em 2 estados do Nordeste e no interior do Amazonas, vim para Brasília praticamente confirmar uma profecia.

Eu sempre soube que um dia viria morar aqui, principalmente por causa da minha especialidade, da minha profissão.

A primeira vez que estive na Capital Federal foi em 2003, durante o Curso de Aperfeiçoamento de Oficiais. Não foi muito bom, estava sem carro, sem dinheiro e cheio de compromissos decorrentes do curso. Me lembro bem que voltamos para o Rio na véspera do show da Alanis Morrisette, e eu perdi. Que fique claro que isso nunca mais vai acontecer na minha vida!

Em virtude das limitações apresentadas a minha impressão inicial não foi muito boa. Muito concreto, muita organização, faltam esquinas, faltam bairros, nomes de ruas e referências de uma cultura centenária.

Contudo é como eu disse, estava escrito que um dia eu viria morar aqui, então em 2007 eu fiz acontecer.

Todos me diziam que em Brasília as pessoas são frias e distantes...não vi nada disso. E nem teria porque ser assim já que a esmagadora maioria da população vem de outros estados ou é filho de gente que veio para cá oriundos de todos os cantos do país. Fruto disso o brasiliense tem um sotaque indefinido, um misto de goiano, mineiro e carioca.

Aprendi a gostar desse lugar principalmente olhando da janela da sala do meu apartamento, por onde o galho de uma árvore imensa insiste em se meter e bisbilhotar. Um jardim gramado próprio para a leitura e passeios com cachorros e crianças se descortina à minha frente e me trás paz.

Gosto das ruas organizadas, do meu local de trabalho, em plena Esplanada dos Ministérios, gosto dos parques, das quadras comerciais que reservam restaurantes, lojas e botecos ávidos por serem explorados.

Gosto do clima e da ginga, da legião de pessoas separadas, baladeiras, descoladas, estilosas, bem vestidas, articuladas e independentes, felizes em busca do amor...ou não!

Adoro meu grupo de amigos, embora às vezes eu me sinta só, mas até essa solidão me agrada, é opcional.

Bem...considerando-se que eu tenho muito a falar da cidade e que pretendo explorar mais detalhadamente alguns lugares, considero este um post inicial. Daqui pra frente vou registrar as minhas impressões a respeito dos lugares de Brasília que eu já fui.

terça-feira, 20 de outubro de 2009

Xixi Social

Vestidinho preto, acima dos joelhos.
Pele branca e colar de pérolas (verdadeiras).
Cabelos lisos, cuidadosamente arrumados.
Maquiagem impecável, perfume idem.
Carteira e sapatos que revelam gosto refinado.

E UMA VONTADE LOUCA DE FAZER XIXI!!!!!

Estaciona seu carrinho da moda e abre as duas portas do lado do carona, a quem gentilmente pede que faça cabaninha.
Se abaixa ali entre as portas, pede o último guardanapo do lanche do Mac Donald's e se alivia conversando alegremente com o guardião.
As pessoas passam, ouvem a conversa e demoram um pouco para entender o que esta acontecendo.
Seca, ajeita a calcinha, o vestido e levanta...como se nada tivesse acontecido.

__Vamos?

Segue caminhando com a classe que lhe é peculiar.
Poucas mulheres teriam essa capacidade!!
Ah! se todas fossem como você...



segunda-feira, 19 de outubro de 2009

HERBERT DE PERTO


Nunca fui de seguir alguém, ser fã incondicional, colecionar coisas, correr atrás de autógrafos, mas procuro reconhecer e admirar um bom trabalho e não podia perder o filme documentário que esta sendo exibido nos cinemas.
Herbert Vianna, vocalista, guitarrista letrista e compositor dos Paralamas do Sucesso é certamente um cara que eu admiro.
Paraibano, filho de militar da Aeronáutica, morou em diversos lugares (sei bem o que é isso), soube aproveitar como ninguém esse misto de culturas em suas composições.

Viu nascer a rebeldia de Brasília e o rock brasileiro de qualidade que nos brindou na década de 80.
Extremamente talentoso, mas principalmente trabalhador, disciplinado e incansável, tem sua vida retratada (na medida certa, sem dramas ou baixarias) num documentário revelador, divertido, emocionante, intimista e de muito bom gosto.
Desde o primeiro violão, passando pela formação dos Paralamas, o casamento (e a estabilidade de uma família curiosamente normal) até o acidente e seu retorno aos palcos o filme encanta.
Seu amor pela Lucy é inspirador e sua recuperação após o acidente emociona.
Recomendo àqueles que viveram os anos 80 e aos que não viveram, mas tem bom gosto e capacidade de reconhecer um brasileiro digno representante da nossa música.